17 de agosto de 2009

GASTROSEXUAIS

Mais uma novidade para os homens que gostam de cozinhar e se interessam pela gastronomia pois afinal parece que ainda há quem pondere assumir-se cozinheiro por temer que questionem a sua sexualidade…

Em Julho, a Future Foundation, uma empresa britânica que analisa a forma como as tendências sociais afectam o consumo, apresentou um estudo em que se concluía que o tempo que os homens gastam a cozinhar e em limpezas quintuplicou desde 1961.

E que o próprio modo de encararem a cozinha, actualmente, difere do das mulheres. À comida feita para alimentar, para sobreviver, eles contrapõem a gastronomia, a experimentação, o gosto por outros sabores, o prazer de se surpreenderem e de surpreenderem, o que mais vulgarmente pode ser conhecido por “borrar” a cozinha toda para ela depois limpar e ainda agradecer…

Associado a esta ideia, a Future Foundation - contratada por uma empresa de produtos asiáticos para realizar o estudo - arriscou inventar mais um conceito de género: depois do metrossexual, chegou o gastrossexual.

Entre as características que o definem está o facto de ter entre 25 e 45 anos, gostar de viajar, gostar de cozinhar experimentando novos sabores, ter um prazer especial em reunir os amigos à mesa e usar os seus dotes culinários como um meio de sedução.
COZINHAR É SEXY
Um dos responsáveis pela desconstrução da ideia da cozinha como um lugar de mulheres foi o chefe britânico Jamie Oliver - que muitos dos gastrossexuais identificam como uma referência.

A sua figura ultrapassou largamente as paredes do restaurante que dirigia, tendo-se tornado numa estrela televisiva planetária, através da série Naked Chef. Casado, com filhos, ar de surfista, é actualmente o símbolo máximo de uma cozinha livre, cool - e um activista pela participação de mais homens na cozinha.
A solução pode parecer caricata, mas a "emergência do gastrossexual", concluiu a Future Foundation, está ligada à sedução.
"Os gastrossexuais são motivados pelo desejo de impressionar, de serem elogiados pela ideia de que uma demonstração das suas capacidades gastronómicas os fará mais atraentes", refere o estudo.
A quem vive com "gastrossexuais" escapa por vezes este aspecto terapêutico, ou de puro gozo, de estar numa cozinha.
Mas mesmo acontecendo acidentes, quando são eles a tratar da refeição, por excesso de arrojo "já sucedeu ir tudo para o lixo", elas entendem que vale a pena incentivá-los.
COME-PONTO-SEXY



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